IELP NA MÍDIA | CPI da Covid: senadores receberam 42 documentos pedidos até agora

Já exis­tem qua­se mil reque­ri­men­tos soli­ci­tan­do infor­ma­ções do gover­no fede­ral e dos esta­dos sobre o enfren­ta­men­to à pandemia

Com duas sema­nas de tra­ba­lho, a CPI da Covid já rece­beu 42 docu­men­tos. Esse é ape­nas o come­ço da far­ta quan­ti­da­de de pro­vas que devem che­gar até o gru­po de inves­ti­ga­ção ao lon­go de 90 dias de diligências.

Já exis­tem qua­se mil reque­ri­men­tos soli­ci­tan­do infor­ma­ções do gover­no fede­ral e dos esta­dos sobre o enfren­ta­men­to à pan­de­mia. O Minis­té­rio da Saú­de e o Palá­cio do Pla­nal­to são os prin­ci­pais alvos das deman­das, como a soli­ci­ta­ção para que a pas­ta infor­me quais uni­da­des da Fede­ra­ção soli­ci­ta­ram lotes de clo­ro­qui­na, iver­mec­ti­na e outros medi­ca­men­tos que não têm efi­cá­cia com­pro­va­da con­tra a covid-19, mas foram usa­dos em vári­as uni­da­des de saú­de em paci­en­tes infec­ta­dos por coro­na­ví­rus. As infor­ma­ções ficam sob sigi­lo dos par­la­men­ta­res e podem nor­te­ar outras ações, com pedi­dos de bus­ca e apre­en­são e que­bras de sigi­lo, que devem ser fei­tos na Justiça.

A CPI tem auto­no­mia para con­vo­car tes­te­mu­nhas, arro­lar auto­ri­da­des e cida­dãos sem car­go públi­co como inves­ti­ga­dos e até mes­mo rea­li­zar pri­sões em fla­gran­te. Rapha­el Sodré Cit­ta­di­no, pre­si­den­te do Ins­ti­tu­to de Estu­dos Legis­la­ti­vos e Polí­ti­cas Públi­cas (IELP), afir­mou que as soli­ci­ta­ções podem ser fei­tas pelos pró­pri­os par­la­men­ta­res à Jus­ti­ça. “Na cole­ta de pro­vas, a CPI pode requi­si­tar docu­men­tos de qual­quer fon­te públi­ca ou pri­va­da, inclu­si­ve sigi­lo­sos, medi­an­te reque­ri­men­to apro­va­do por mai­o­ria da comis­são. Caso não sejam for­ne­ci­dos, a CPI pode soli­ci­tar ao Judi­ciá­rio que deter­mi­ne bus­ca e apre­en­são, pedi­do que será ana­li­sa­do por um juiz ou tri­bu­nal, a depen­der do foro da pes­soa alvo do pedi­do”, disse.

Cit­ta­di­no expli­cou que a docu­men­ta­ção pode emba­sar pedi­dos de indi­ci­a­men­tos dos envol­vi­dos e outras ações cri­mi­nais e civis. “As pro­vas colhi­das em CPI emba­sam o rela­tó­rio final, que é enca­mi­nha­do ao Minis­té­rio Públi­co para pro­mo­ção da res­pon­sa­bi­li­da­de civil e cri­mi­nal”, completou.

Vali­da­de
O advo­ga­do Joa­quim Pedro de Medei­ros Rodri­gues, sócio-fun­da­dor do Pis­co & Rodri­gues Advo­ga­dos, afir­mou que, ape­sar de ocor­rer no âmbi­to do Legis­la­ti­vo, as pro­vas pro­du­zi­das e colhi­das pela CPI têm a mes­ma vali­da­de das obti­das pelo Judi­ciá­rio. “A CPI é um ins­tru­men­to para colher evi­dên­ci­as (pro­vas), que, depois de apu­ra­das, são enca­mi­nha­das para a res­pon­sa­bi­li­za­ção dos impli­ca­dos. Por exem­plo: se a CPI iden­ti­fi­car que algum cri­me foi come­ti­do, aci­o­na o Minis­té­rio Públi­co, que vai ofe­re­cer a denún­cia”, expli­cou. “Toda pro­va pro­du­zi­da no âmbi­to das CPIs pos­sui a mes­ma vali­da­de de outras pro­du­zi­das no cur­so de um pro­ces­so judi­ci­al. Por isso, podem ser uti­li­za­das em ações para apu­rar a res­pon­sa­bi­li­da­de civil ou até mes­mo penal das pes­so­as inves­ti­ga­das.” (RS, JV e LC)

Aces­se a repor­ta­gem em: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/05/4923865-cpi-da-covid-senadores-receberam-42-documentos-pedidos-ate-agora.html

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