IELP NA MÍDIA: Na volta do recesso, STF discute ficha limpa e pendências eleitorais

Cor­te ana­li­sa ain­da em feve­rei­ro pra­zo para fede­ra­ções par­ti­dá­ri­as e pra­zo de apli­ca­ção da Lei da Ficha Limpa

O retor­no das ati­vi­da­des no STF (Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral), no dia 1º de feve­rei­ro, ocor­re em meio às expec­ta­ti­vas sobre as elei­ções de outu­bro des­te ano e uma cri­se ins­ti­tu­ci­o­nal que envol­ve o depoi­men­to do pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro, mar­ca­do pelo minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es. No pri­mei­ro semes­tre, ações penais e elei­to­rais domi­nam a agen­da da Cor­te e devem ter for­te reper­cus­são no mun­do polí­ti­co. A vol­ta do fun­ci­o­na­men­to regu­lar do Judi­ciá­rio tam­bém mar­ca a pre­sen­ça do minis­tro André Men­don­ça nas pri­mei­ras ses­sões des­de que tomou pos­se, em dezembro.

Um dos jul­ga­men­tos que podem mudar a con­fi­gu­ra­ção da cam­pa­nha elei­to­ral e do plei­to des­te ano gira em tor­no do pra­zo para que os par­ti­dos for­mem fede­ra­ções par­ti­dá­ri­as. A pre­vi­são é que, já nes­ta sema­na, a Cor­te ini­cie a aná­li­se do tema. O ple­ná­rio vai dis­cu­tir uma limi­nar do minis­tro Luís Rober­to Bar­ro­so que deci­diu que até abril as coli­ga­ções devem ter sido fir­ma­das pelos partidos.

Um pedi­do apre­sen­ta­do no Supre­mo, no entan­to, pede a dila­ta­ção des­se pra­zo, até julho, o que daria mais tem­po para nego­ci­a­ções e acor­do entre as siglas para dis­pu­tar as elei­ções no fim do ano. As pes­qui­sas de opi­nião que ocor­rem pou­cos meses antes da vota­ção podem dar um cená­rio mais real do votos dos elei­to­res para nor­te­ar as coligações.

As fede­ra­ções par­ti­dá­ri­as só foram inse­ri­das na Lei dos Par­ti­dos Polí­ti­cos, que exis­te des­de 1995, em setem­bro do ano pas­sa­do. No jul­ga­men­to do Supre­mo, os minis­tros ana­li­sam a pró­pria lega­li­da­de des­se tipo de con­jun­ção entre as legendas.

Rapha­el Sodré Cit­ta­di­no, pre­si­den­te do Ielp (Ins­ti­tu­to de Estu­dos Legis­la­ti­vos e Polí­ti­cas Públi­cas), afir­ma que a situ­a­ção das fede­ra­ções par­ti­dá­ri­as é o assun­to que mais cha­ma a aten­ção no pro­ta­go­nis­mo do Supre­mo no ano elei­to­ral. “2022 é um ano fun­da­men­tal para o fun­ci­o­na­men­to do Judi­ciá­rio. Tan­to o Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) quan­to o Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) toma­rão deci­sões rele­van­tes para nor­te­ar o pro­ces­so elei­to­ral que será rea­li­za­do em outu­bro. Hou­ve alte­ra­ções sig­ni­fi­ca­ti­vas na legis­la­ção elei­to­ral – entre elas, por exem­plo, a ques­tão das fede­ra­ções par­ti­dá­ri­as –, além de deci­sões do Supre­mo”, diz Raphael.

Ficha lim­pa
O Supre­mo reto­ma tam­bém no pri­mei­ro semes­tre o jul­ga­men­to sobre a con­ta­gem de pra­zo para ine­le­gi­bi­li­da­des decor­ren­tes de ações cri­mi­nais. A Cor­te vai ana­li­sar uma ação que tra­ta da Lei da Ficha Lim­pa. O jul­ga­men­to foi inter­rom­pi­do em setem­bro do ano pas­sa­do por um pedi­do de vis­tas do minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es e vai ser reto­ma­do com o voto dele.

Até o momen­to, só vota­ram os minis­tros Nunes Mar­ques e Luís Rober­to Bar­ro­so. Na ação, o PDT con­tes­ta a expres­são “após o cum­pri­men­to de pena” na Lei da Ficha Lim­pa. Pela reda­ção do arti­go, só pode­ri­am vol­tar a se can­di­da­tar polí­ti­cos con­de­na­dos pela Jus­ti­ça em um pra­zo de oito anos após o cum­pri­men­to da pena.

O PDT ale­ga que a expres­são con­tes­ta­da pode cri­ar um cená­rio de cas­sa­ção de direi­tos polí­ti­cos, geran­do ine­le­gi­bi­li­da­de por tem­po inde­ter­mi­na­do. Para o minis­tro Nunes Mar­ques, a ine­le­gi­bi­li­da­de deve con­tar a par­tir de con­de­na­ção por tri­bu­nal cole­gi­a­do, ou seja, por mais de um juiz ao mes­mo tem­po. Na visão dele, caso o perío­do de oito anos fos­se atin­gi­do ain­da com pena a ser cum­pri­da, os direi­tos polí­ti­cos per­ma­ne­ce­ri­am sus­pen­sos. No entan­to, nes­se caso, com a pena sen­do total­men­te cum­pri­da, seria pos­sí­vel que o polí­ti­co se can­di­da­tas­se de imediato.

Con­fi­ra a repor­ta­gem em: https://noticias.r7.com/brasilia/na-volta-do-recesso-stf-discute-ficha-limpa-e-pendencias-eleitorais-30012022

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