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O Ins­ti­tu­to de Estu­dos Legis­la­ti­vos e Polí­ti­cas Públi­cas (IELP) – enti­da­de sem fins lucra­ti­vos que reú­ne advo­ga­dos, cien­tis­tas polí­ti­cos, pro­fes­so­res de uni­ver­si­da­des e pes­qui­sa­do­res – apre­sen­tou ao públi­co, na noi­te do dia 24 de feve­rei­ro, a Revis­ta de Estu­dos Legis­la­ti­vos e Polí­ti­cas Públi­cas – publi­ca­ção aca­dê­mi­ca com flu­xo con­tí­nuo e peri­o­di­ci­da­de semestral.

O vice-pre­si­den­te do IELP e pre­si­den­te do con­se­lho edi­to­ri­al da Revis­ta de Estu­dos Legis­la­ti­vos e Polí­ti­cas Públi­cas, Nival­do Júni­or, expli­ca que a publi­ca­ção é o car­ro-che­fe da entidade.

De acor­do com ele, a Revis­ta foi pla­ne­ja­da para se tor­nar um veí­cu­lo plu­ral e um ins­tru­men­to para o inter­câm­bio de expe­ri­ên­ci­as e dados. “Essa é uma fer­ra­men­ta para a cida­da­nia. Que­re­mos apoi­ar a cons­tru­ção de polí­ti­cas públi­cas e de pro­ces­so legis­la­ti­vo mais transparente”.

Ele con­vo­cou os inte­res­sa­dos a sub­me­te­rem seus tra­ba­lhos para apre­ci­a­ção. “Você que está pres­ti­gi­an­do o nos­so lan­ça­men­to sai­ba que, se você tem algum arti­go enca­mi­nha­do, tere­mos pra­zer em ava­liá-lo para pos­sí­vel publi­ca­ção no futuro”.

Auto­ra do arti­go “A efi­cá­cia das audi­ên­ci­as públi­cas na Câma­ra dos Depu­ta­dos em ter­mos ins­ti­tu­ci­o­nais”, Cle­mar Côr­tes abor­dou a par­ti­ci­pa­ção da soci­e­da­de civil no pro­ces­so legis­la­ti­vo. “A audi­ên­cia públi­ca extra­po­la e vai além da cir­cun­fe­rên­cia de apro­va­ção ou rejei­ção de pro­po­si­ções legislativas”.

Inti­tu­la­do “A per­sis­tên­cia do défi­cit na repre­sen­ta­ção das mulhe­res na polí­ti­ca bra­si­lei­ra”, o arti­go assi­na­do por Noe­mi Arau­jo enfo­ca a neces­si­da­de de se enten­der por que as mulhe­res ain­da estão subre­pre­sen­ta­das nas ins­tân­ci­as de poder. “Nes­te momen­to, nós temos um qua­dro de 16% de mulhe­res no Con­gres­so Naci­o­nal, sen­do que nós somos 51% da popu­la­ção brasileira”.

Já Rodri­go Bedri­ti­chuk, com o arti­go “Medi­das Pro­vi­só­ri­as e seu papel no pre­si­den­ci­a­lis­mo de coa­li­zão”, tra­tou das modi­fi­ca­ções sofri­das por esse tipo de pro­po­si­ção legis­la­ti­va des­de a pro­mul­ga­ção da Cons­ti­tui­ção Fede­ral, em 1988. “O cer­ne do tra­ba­lho é seg­men­tar os vári­os tipos de Medi­das Pro­vi­só­ri­as que tive­mos na nos­sa his­tó­ria repu­bli­ca­na recen­te e ava­li­ar como esse ins­tru­men­to fun­ci­o­nou na rela­ção entre Exe­cu­ti­vo e Legislativo”.

A auto­ra Patri­cia Noguei­ra, por sua vez, apre­sen­tou o arti­go “O for­ta­le­ci­men­to da diplo­ma­cia par­la­men­tar em um mun­do glo­ba­li­za­do” – tema que, na visão dela, ape­sar de não ser “tão novo”, é pou­co explo­ra­do. “A diplo­ma­cia par­la­men­tar não se resu­me a ape­nas mis­sões no exte­ri­or. A tro­ca de infor­ma­ções entre bra­si­lei­ros e estran­gei­ros é o pon­to principal”.

De seu tur­no, Ronal­do Quin­ta­ni­lha, com o arti­go “A fun­ção de fis­ca­li­za­ção do Poder Legis­la­ti­vo”, bus­cou demons­trar que a fun­ção legi­fe­ran­te não é a úni­ca do par­la­men­to. “O mun­do intei­ro não estu­da a fun­ção de fis­ca­li­za­ção, e mui­to menos o Bra­sil”, pon­tu­ou. “Na hora que o cida­dão vai para as urnas, o can­di­da­to esco­lhi­do tem que legis­lar, mas, tam­bém, fis­ca­li­zar os gas­tos de recur­sos públi­cos e os atos do Poder Executivo”.

Por fim, Car­la Gua­res­chi, auto­ra do arti­go “Ati­vis­mo judi­ci­al e judi­ci­a­li­za­ção da polí­ti­ca: lan­çan­do um olhar sobre a Câma­ra dos Depu­ta­dos”, ana­li­sou como esses con­cei­tos desen­vol­vi­dos pela lite­ra­tu­ra aca­bam apro­pri­a­dos pela agen­da polí­ti­ca. “A par­tir de 2011, essa ques­tão é mobi­li­za­da pelo con­jun­to do espec­tro par­ti­dá­rio, numa situ­a­ção de enfren­ta­men­to ao Judi­ciá­rio e, prin­ci­pal­men­te, a deci­sões do STF”.

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